quarta-feira, março 29, 2006

Pedestrianismo.

O que estão certamente à procura está no Pedestrianismo.
A porta está sempre aberta...

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Trilho dos Miradouros - Crónica ( e fotos)

Área de Paisagem Protegida do Corno do Bico - Paredes de Coura

P.R. 15 - TRILHO DOS MIRADOUROS - 19-02-006

(ver fotos agrupadas em 1 Minuto Extra)

Crónica

Como o local de partida do percurso, o miradouro do Monte de Vascões (612 metros), situado no lugar de Chão Longo, é um sítio relativamente ermo para se deixar a viatura, optou-se pela partida da aldeia de S. Martinho de Vascões, propriamente da sua imponente igreja. Subiu-se durante quilómetro e meio até ao miradouro do Monte de Vascões. Já lá em cima, o vento muito forte e a chuva fizeram questão de marcar a rigor a sua presença. “Aqui, podemos observar uma bela panorâmica sobre os campos de cultivo, em socalco, ora bordeados por vegetação, ora limitados por muros de pedra solta. Deste miradouro, destacam-se as vastas pastagens da Colónia Agrícola de Chã de Lamas, constituída durante o período do Estado Novo”. Também é um local privilegiado para se observar a povoação de Vascões
Voltou-se a descer o monte e a passar-se por Vascões. A chuva já cessara e o vento amainara. A partir daqui foram seis quilómetros a subir. O segundo miradouro, situado no lugar de Coutos (603 metros), “permite-nos ter uma panorâmica sobre o vale do Rio Coura e constatar como este foi moldando e desenhando a paisagem através do seu serpenteante trajecto.”
O percurso entre estes dois miradouros é feito quase sempre num caminho asfaltado, com o intuito de atravessar Vascões, e deste modo este tipo de piso desvaloriza um pouco o percurso. Será preferível adoptarem um caminho não asfaltado. Como tal aconselho a que o trilho se início no segundo miradouro e se visite posterior ou previamente o primeiro miradouro de carro.
A partir do miradouro de Coutos “embrenhamo-nos completamente no coração da Área Protegida” e atravessamos uma extraordinária região quer a nível paisagístico, que a nível de fauna e flora. O bosque de carvalho alvarinho, com uma vegetação exuberante (mesmo para esta época do ano) é de uma beleza invulgar. O lugar de Coutos ficou para trás, atravessou-se o Alto de Morrões e iniciou-se a longa subida até ao Corno do Bico. Instantes depois a chuva irrompeu para doravante só efectuar pausas a breves espaços.
Ao passar a cota dos 700 metros o frio era mais intenso nevoeiro envolveu-nos, bem como alguma neve/gelo depositada no chão. Pouco tempo depois a chuva dava lugar a saraiva/granizo. Acelerou-se o rimo para se chegar o mais rápido possível à casa de vigia do Corno do Bico (883 metros). A presença de neve e gelo era cada vez mais comum. Na casa de vigia foram ingeridos os suprimentos alimentares, protegidos do granizo que lá fora precipitava amiúde.
Um quarto de hora depois retomou-se a marcha e visitou-se o terceiro miradouro, o do Corno do Bico, o ponto mais elevado do concelho de Paredes de Coura. Era óbvio que com o nevoeiro que se fazia sentir não se poderia mirar nada dali em redor! Deste modo não "podemos apreciar uma majestosa paisagem que se abre, quer para o Vale do Rio Coura, quer para os Vales dos Rios Vez e Lima" nem "para leste, a sequência de cumes das Serras da Peneda e do Soajo, para oeste o cume aplanado da Serra d’Arga e ao longe, para sul, o Bom Jesus de Braga e ainda, para norte, as montanhas da Galiza."
De seguida o percurso consiste numa longa descida, com alguns zonas mais planas, sempre pela floresta adentro. O matizado da natureza entre os tons outonais: o verde, o encarnado, o acastanhado com a alva cor da neve e gelo imprimia à paisagem um ambiente quase de conto de fadas, de coordenadas geográficas bem mais a norte. A certa altura deparámo-nos com um pequeno e aprazível lago envolvido por altivos ciprestes, como que se observando na superfície espelhada da água. Prosseguiu-se pela floresta adentro cada vez mais esbranquiçada.
Pouco antes do Alto do Cabeço a floresta dava lugar a uma zona mais aberta e desceu-se a através da penedia com muito "Caos de Blocos" depositados ao longo da serra. Não foi possível descortinar o quarto miradouro, em Riomao (802 metros), em parte devido ao pronunciado nevoeiro que se fazia sentir na altura. Se não poderíamos ter apreciado "uma panorâmica de elevada beleza sobre a encosta norte da Serra do Corno de Bico e sobre o Vale do Rio de Cavaleiros". Depois desceu-se por uma estrada florestal, sendo que ela própria se "constitui e assume-se como uma via panorâmica". O quinto miradouro, Penedo do Rebolinho, (735 metros) surgiu então num altura em que a chuva e o nevoeiro eram muito intensos.
Este penedo apresenta-se em forma de bola que parece precipitar-se a qualquer momento. Do alto deste monte, podemos observar uma fantástica vista sobre a freguesia de Castanheira, o monte da Travanca e a Vila de Paredes de Coura.
Depois seguimos pela estrada florestal que nos conduziu ao ponto final do percurso no km6 E.N. 306. O tempo estava cada vez pior e a caminhada de regresso a Vascões foi feita em ritmo bastante acelerado, quase sempre com a chuva e a neblina por companhia e em alguns sítios com temperaturas bastante reduzidas.
Já em Vascões encontrámos casualmente o Presidente da Junta de Vascões, Maximiano da Costa e com o qual conversámos sobre alguns aspectos relativos à Área de Paisagem Protegida do Corno do Bico. Como o facto de a área deste não ser ainda muito maior englobando algumas freguesias próximas do concelho de Arcos de Valdevez, pelo facto de a autarquia de Arcos já ter dificuldade de suportar a sua quota parte dos custos de manutenção do Parque Nacional de Peneda Gerês e assim não poder possuir mais área protegida. É mais uma situação que as futuras gerações lusas terão dificuldade em compreender que tais decisões tenham de ser tomadas sabendo-se das extraordinárias riquezas naturais e rurais que essas freguesias de Arcos possuem e que importa preservar e promover. Quando se tem um filão de ouro como o PNPG parece que tudo o resto inexoravelmente passa a latão!
No meu caso, pelo facto de já ter realizado diversas caminhadas em Paredes de Coura, arriscaria dizer que este trilho é o mais interessante e o que encerra maior grandeza de riquezas naturais e paisagísticas no concelho.


Distância (ida e volta) : 12 km x 2 + 1,5 km* = 25,5 km
*1,5 km adicional por partida ter sido efectuada da aldeia de Vascões
Duração: 4.50 h (inclui 15 m. para encher o bandulho)
Participantes : Carlos Santos e Fernando(Kaminheiro) [o mau tempo ' afastou' demais participantes]

As citações, devidamente assinaladas no texto, têm base em informações de: Câmara Municipal de Paredes de Coura.


segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Percurso Megalítico de Vascões - Crónica ( e fotos)

Área de Paisagem Protegida do Corno do Bico - Paredes de Coura

P.R. 7 - PERCURSO MEGALÍTICO DE VASCÕES - 05-02-006

Crónica

Na viagem para a Área de Paisagem Protegida do Corno do Bico, ainda houve tempo de se passar no agora ermo recinto do festival de Paredes de Coura, na margem do rio Tabuão.
O percurso pedestre foi iniciado propriamente na igreja de S. Martinho de Vascões, tendo nos acompanhado no primeiro quarto do percurso um grupo de (cerca de vinte) caminheiros galegos, provindos de Porriño. O tempo estava muito agradável, de feição primaveril, com a radiação solar a amenizar algum do frio que se fazia sentir, próprio desta época do ano.
Umas centenas de metros adiante já percorríamos umas bouças (que até meados do século passado foram campos de cultivo) com diversas espécies, das quais sobressaía o carvalho-alvarinho, e com azevinho a bordejar os caminhos. Num trecho dessas bouças o musgo refulgente que revestia as alevantadas divisórias do nosso caminho imprimia um tom inusitado ao lugar, e os mais jovens do grupo de galegos soltaram animadas expressões ao depararem-se com tal gracioso quadro da naturaleza. Após as alminhas de Chã de Ferros os campos de cultivo sucederam-se entremeados por vegetação predominante arbustiva.
Antes de nos embrenharmos numa floresta de carvalhos, eucaliptos e alguns pinheiros, passámos por um curioso moinho, no lugar de Porto Velho, que aproveitava eficazmente as águas da Ribeira de Reiriz. No final desta floresta deparámo-nos um pequeno lago que antecedia a extensa colónia agrícola de Chã de Lamas.
Esta colónia foi edificada durante o período do Estado Novo a partir de trabalhos de arroteamento de solos florestais para neles serem instalados campos para o cultivo de batata e de milho, representando à época um marcante empreendimento para a fixação da população rural.
Nas amplas pastagens desta colónia agrícola, onde cavalos, ovelhas e cabras pastavam pachorrentas ao coberto do imenso sossego desta paragens ; localiza-se o denominado Núcleo Megalítico de Chã de Lamas Vascões, do qual hoje resta uma importante Necrópole. Três montículos que se destacam na paisagem albergam cada um uma câmara funerária constituída por várias mamoas.
Percorreu-se então os extensos caminhos florestais, matizados ao longo dos seus percursos por pinhais, campos de cultivo e fartas pastagens, de novo em direcção a Vascões, passando, ainda antes de aí chegarmos, pelo miradouro do Chão de Longo, a 633 metros.
Um percurso muito agradável, numa mescla de natureza, ruralidade e vestígios históricos; onde imperou sempre a boa disposição e o convívio do grupo.
Participantes na caminhada : Berto, Carla, Fernando (kaminheiro), Patrícia.

(as fotos pessoais não foram publicadas)


terça-feira, janeiro 24, 2006

Indice de Relatos e Fotos.

Concelho de Paredes de Coura

P.R. 7 - Percurso Megalítico de Vascões. - 05-02-006

P.R. 15 - Trilho dos Miradouros. - 19-02-006



segunda-feira, julho 04, 2005

Bem-Vindos!

Bem-Vindos!


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